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Estudo mostra como operações para desobstrução de artérias nos rins estão se tornando banais.

01/10/2010 - 11h34m

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Pacientes com doenças renovasculares podem estar passando por procedimentos invasivos desnecessários.


Preocupado com a banalização da cirurgia como tratamento de primeira linha nos Estados Unidos, o cirurgião vascular Ross P. Davis, da Wake Forest University Baptist Medical Center, em Salem, resolveu investigar um grupo de 434 pessoas com problemas vasculares nos rins. Descobriu que somente 20% apresentavam estenoses (estreitamento do vaso sanguíneo) ou entupimento das artérias renais no momento em que receberam o diagnóstico inicial.
De acordo com Davis, conforme os exames de detecção e os procedimentos cirúrgicos vão sendo incrementados pelos avanços tecnológicos, mais aumenta o número de pacientes operados simplesmente porque apresentam alguma anomalia vascular. "Nós temos de refletir sobre quando as intervenções realmente podem ser a melhor opção para o paciente e seu problema", diz. O médico e professor universitário conta que a quantidade de cirurgias tem crescido tanto nos Estados Unidos que os centros federais de assistência à saúde já começaram a questionar a necessidade da técnica. No Brasil, esses procedimentos também são realizados. Procurado pelo Correio, o Ministério da Saúde não divulgou as estatísticas.
O resultado da pesquisa de Davis, publicada no Journal of Vascular Surgery, da Sociedade de Cirurgia Vascular norte-americana, mostrou que as estenoses das artérias renais só progridem para um estágio que significa riscos à saúde em uma quantidade muito pequena de pacientes. Embora nos Estados Unidos haja um intenso debate sobre a melhor maneira de curar essas pessoas, com opções que vão de tratamentos medicamentosos a operações de grande porte, passando por procedimentos menos invasivos, como stents e angioplastia, Davis diz que a tendência é optar logo pela mesa de cirurgia.
Uma das técnicas mais aplicadas pelos médicos norte-americanos é a angioplastia com stent. Um tubo contendo um balão vazio é introduzido nas artérias por meio de uma agulha, que perfura a pele próxima à área onde há entupimento das veias. Quando o balão é inflado, o stent se expande e permite que as artérias, antes recheadas de placas de gordura, deixem o sangue fluir normalmente. Davis ressalta a importância do procedimento, mas apenas para pacientes em estado grave. "Acredito que qualquer intervenção para estenoses das artérias renais tem melhor aplicação para pessoas com declínio da função renal ou que sofrem de hipertensão que não cede com medicamentos", diz.


Fonte:fundacaounimed





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