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Médicas realizam procedimento inédito em RR

17/10/2010 - 20h04m

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As médicas Cibelli Navarro e Regina Rebouças realizaram um procedimento inédito em Roraima. Trata-se da plasmaférese - ação de retirada de todo o plasma (um dos componentes do sangue) de um paciente para depurar substâncias nocivas relacionadas a algumas doenças hematológicas, reumatológicas e neurológicas.



O exame ocorreu há uma semana em um paciente portador da síndrome de Guillain Barré (desordem na qual o sistema imunológico ataca parte do sistema nervoso periférico).

Segundo Cibelli Navarro, a plasmaférese é um procedimento similar a diálise renal, porém, com a diferença que na diálise o plasma filtrado retorna ao paciente e na plasmaférese, ele é completamente substituído por plasma de doadores ou albumina [proteína presente no sangue]. Ou seja, a plasmaférese garante a retirada das impurezas do sangue que causam doenças raras como lúpus, púrpura trombótica e outras.

Em um paciente adulto, com peso de 70 quilos, estima-se que o volume de plasma é algo em torno a três litros. A plasmaférese é considerada um procedimento médico complexo e eficaz para garantir melhor evolução de certas patologias como a síndrome Guillain Barré, além de condições neurológicas associadas a importante fraqueza muscular.

O equipamento que realiza o exame foi adquirido pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) em julho deste ano e custou aproximadamente R$ 200 mil. A máquina está instalada no Hemocentro e auxilia na coleta de plaquetas também.

Sobre o procedimento, Cibelli Navarro disse que o resultado foi satisfatório e que o paciente passa bem e segue acompanhamento com a neurologia para avaliar possíveis sequelas. "Não temos fila de espera para a plasmaférese. É um procedimento específico para casos isolados e entre esses casos, acredito que atenderemos de 10 a 20 pacientes por ano", ressaltou.

O tempo estimado para a realização do exame é de quatro horas. De acordo com quadro clínico, o paciente pode fazer de dois a quatro processos de plasmaférese.

Para Cibelli Navarro, Roraima estar apto a oferecer esse tipo de procedimento significa ter disponível para a população tecnologia de ponta, com aparelhagem moderna. "Poucos centros do País têm acesso a plasmaférese terapêutica. Onde há a máquina de aférese, utiliza-se somente para a coleta de plaquetas", argumentou.

O secretário estadual de Saúde, Rodolfo Pereira, afirmou que agora a população passa a ter mais um procedimento que antes não era feito aqui no Estado. Para ele, isso representa o avanço da saúde pública em Roraima. "Dessa forma, os pacientes poderão fazer o tratamento aqui no Estado, com maior segurança e conforto", frisou.


Fonte:roraimaemfoco.com






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