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Procedimento cirúrgico no tratamento do diabetes

21/10/2010 - 09h57m

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"Vamos falar em tratamento, pois a cura para o problema, infelizmente, ainda não existe. Nem o tratamento clínico, nem a cirurgia conseguem este feito. Mas os pacientes diabéticos e seus familiares estão em polvorosa com a notícia de pessoas famosas sendo submetidas à cirurgia como opção de tratamento para o diabetes.



Quando bem indicado, o procedimento cirúrgico pode realmente ser um diferencial no tratamento desses pacientes, pois pode até mudar a evolução de sua doença. Por isto, preferimos dizer que a cirurgia passou a ser uma forma de tratamento, dentre as várias, que dispomos para alguns diabéticos.

Quando falamos em diabetes, não estamos falando de uma única doença. Existem dois tipos muito diferentes de diabetes, sendo que o tipo 1 ou dependente de insulina, compreende aqueles pacientes que sofreram uma forma de destruição do pâncreas e perderam completamente a capacidade de produzir insulina. São pacientes geralmente magros e que necessitam usar insulina para viver. Já o diabetes tipo 2, que é o que acomete a grande maioria dos pacientes diabéticos, apresenta níveis diferentes de produção de insulina e forma um grupo muito heterogêneo de pacientes. Em um extremo desse grupo, temos pacientes com valores anormais de glicose apenas nos períodos de estresse ou de abuso alimentar, ainda com a capacidade de produção de insulina muito próxima do normal. No outro extremo, contamos com pacientes que perderam grande parte de sua capacidade de produção de insulina e que se comportam quase como aqueles do grupo 1. Os pacientes diabéticos tipo 2 geralmente tem sobrepeso ou obesidade.

Opções terapêuticas

A partir dessa descrição, podemos concluir que esses pacientes não podem ter o mesmo tipo de tratamento, pois apresentam formas diferentes da doença. Para os pacientes com o diabetes tipo 1, a única modalidade de tratamento disponível são as aplicações de insulina. Nesse grupo de pacientes, estão em andamento pesquisas promissoras que tentam restaurar essa função pancreática, perdida em pacientes em fases bem iniciais da doença. Para os pacientes com diabetes tipo 2, as formas de tratamento são variadas, na dependência do estágio da doença, da sua reserva insulínica e do seu peso".

Apesar dos vários medicamentos disponíveis no mercado, das orientações nutricionais adequadas e de toda a tecnologia de monitoramento glicêmico, os pacientes com diabetes tipo 2 evoluem inexoravelmente para a perda progressiva da função pancreática e para o agravamento da doença, necessitando de múltiplos esquemas de medicamentos, podendo inclusive chegar a necessitar de suplementação de insulina, como os pacientes do grupo 1. Ainda não conseguimos deter essa evolução da doença, o que conseguimos é tornar mais lento esse processo, associando medicamentos e cuidando muito bem da dieta desses pacientes.

Dentro desse contexto, aprendemos que, todas as vezes, que conseguimos reduzir o peso dos pacientes com diabetes tipo 2, geralmente conseguimos melhorar e até normalizar seus níveis de glicose no sangue, reduzindo os medicamentos utilizados e, muitas vezes, fazendo desaparecer as alterações laboratoriais sugestivas da doença. Obesidade e diabetes tipo 2 estão intimamente associadas, e, à medida em que um paciente obeso alcança graus progressivos de peso, ele se aproxima mais e mais do diabetes.

O contrário também é verdadeiro, pois à medida em que um paciente, que traz consigo a predisposição genética para o diabetes, se torna mais e mais resistente à insulina, ele passa a engordar progressivamente. Logo, obesidade e diabetes são doenças interligadas, o agravamento de uma impossibilita o tratamento da outra, ao passo que ao conseguirmos deter a evolução de uma, estaremos mais propensos a conseguir também o controle da outra. Daí a vantagem da correção da obesidade do paciente diabético".



Fonte:cienciaevida.atarde





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