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Antibioticoterapia

Curso discute o uso de antibióticos

01/09/2010 - 23h20m - Atualizado em 02/09/2010 - 17h09m

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"Bactérias são como gremlins". Essa foi a analogia utilizada pelo professor-doutor Marcelo Cordeiro, infectologista da Fundação de Medicina Tropical e da Fundação de Vigilância em Saúde, durante a abertura do curso de Antibioticoterapia, realizado pelo Instituto de Cirurgia do Amazonas (ICEA), no inicio do mês de agosto deste ano. A primeira etapa do curso aconteceu no auditório da Fundação Hospital Adriano Jorge, bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus.

Segundo o professor, as infecções bacterianas são semelhantes à multiplicação dos Gremlins, no filme de Steven Spilberg. De acordo com ele, o uso de antibióticos para tratamento de tais infecções, se não for feito de forma adequada, pode resultar no efeito inverso e proliferar mais ainda as bactérias, que vão se tornando cada vez mais resistentes. "A resistência bacteriana tem se tornado um dos maiores problemas mundiais na área de saúde e está entre o três maiores problemas de São Paulo. A produção de novos medicamentos vem sendo reduzida gradativamente por falta de incentivos financeiros público e privado", explica, ressaltando a importância da conscientização dos profissionais de saúde quanto à administração de antibióticos. "Para a comunidade médico-cirúrgica, a discussão sobre o tema é imprescindível, uma vez que a internação do paciente no pré ou pós-operatório é um dos momentos cruciais no combate à infecção bacteriana", observa o especialista.


Outro ponto importante para se evitar a resistência bacteriana é adequar o tratamento a cada paciente quanto a dose e a duração do mesmo, levando em consideração as condições físicas e financeiras de cada um. "Se o tratamento não for feito adequadamente, o antibiótico, ao invés de melhorar, acaba por piorar a situação dos pacientes. Além disso, é importante tratar cada caso separadamente. Nem sempre o tratamento utilizado em um paciente é o mesmo para outro com enfermidade semelhante", afirma Marcelo.

 

Temática esclarece comunidade acadêmica

 

A primeira etapa do curso de Antibioticoterapia em Cirurgia contou com a participação de 108 participantes, em sua maioria acadêmicos e residentes de Medicina. Para Alexandra Procópio, acadêmica do 6º período de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o engajamento dos estudantes é fundamental, pois a abordagem oferecida  partir de casos clínicos é uma forma de transferir e adquirir   experiências e, assim, preparar melhor o futuro profissional dos estudantes dessa área. "Na faculdade, a gente vê as bactérias no laboratório, mas não temos a devida preparação para prescrever medicamentos." Cursando 2º ano de residência com especialização em cirurgia, na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), Renan Albuquerque, acredita que a iniciativa do curso idealizado pelo ICEA foi positiva.  Segundo ele, o tema  foi apresentado de forma dinâmica e esclarecedora. "É uma iniciativa muito importante, uma vez que a educação continuada é um dos pontos mais importantes na melhora do atendimento". A segunda etapa da qualificação será ministrada no dia 23 de setembro. E segundo Marcos Cohen, diretor do Instituto, a intenção é fazer cerca de três eventos por mês. Os cursos são dirigidos aos profissionais de saúde, acadêmicos e residentes, e visam a atualização dos associados do ICEA e da comunidade médica em geral, bem como a divulgação das atividades da cooperativa.   

 Assessoria de Comunicação do ICEA

 




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